sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

O milagre da privatização

Muitos analistas liberais colocam a privatização da telefonia no Brasil como modelo de sucesso e prova da eficiência do mercado. Desconsiderando as vezes que a telefonia evoluiu no mundo inteiro e que as empresas que dominam o mercado são as campeãs de reclamação em todos os Procons do Brasil. Todos sabemos o quanto já tivemos raiva com a prestação de serviços dessa natureza e o quanto já fomos enganados com contas mais altas do que o normal, entre outros problemas. Bem, além de tudo isso, pagamos umas das tarifas mais altas do mundo! Isso mesmo, se duvidam, confiram na matéria abaixo.

http://pcworld.uol.com.br/noticias/2010/01/28/tarifa-de-celular-no-brasil-so-perde-em-preco-para-a-africa-do-sul/

Só perdemos para o sul-africanos, e mesmo na Europa as tarifas são mais baixas. Só o deslocamento que pagamos de um estado para o outro, que eu não sei se existe em outros países dessa forma, são absurdos. Enfim, precisamos abrir os olhos para certas coisas...

Abraços!

domingo, 24 de janeiro de 2010

Haiti

Estava viajando quando ouvi as primeiras notícias sobre o Haiti. Depois escrevo um pouco sobre a viagem de carro de Maceió ao sudeste do Brasil. Enfim, a desgraça que vive o país é evidente, em torno de 100 mil mortos, muitos desabrigados. Desgraça maior não poderia haver em um país dos mais pobres, a depender do critério que se utilize para se entender o que isso é. O que chama atenção é uma disputa entre dois países na prestação de "ajuda" àquelas pessoas. O Brasil se estabeleceu no Haiti há alguns anos, e vem tentando incrementar o seu imperialismo em nome da ONU e da ajuda humanitária. Chico estava certo ao dizer que a vocação do Brasil era se tornar um imenso Portugal, e estamos vendo isso acontecer em primeira mão. Pois os Estados Unidos tentam protagonizar o papel que fora exercido nos últimos anos por nosso país naquele território. Com mais recursos e experiência em dominações desse tipo, será difícil para o nosso país barrar a entrada políticas dos americanos naquele país. Muitos argumentam que essa disputa é absurda, e que os dois países só deviam se preocupar em ajudar, mas essa visão inocente não prevalece diante da realidade da política externa que cada país pretende desenvolver. O Haiti era o modelo de sucesso que o Brasil queria para mostrar ao mundo a sua capacidade de liderança e o seu apego pela paz. O infortúnio do terremoto criou uma janela de exposição ainda maior que os Estados Unidos não viram com bons olhos e tentaram impedir reafirmando o seu poder nas Américas.
Espero que esta disputa aumente as ajudas oferecidas à população que pelos noticiários ainda se mostra insuficiente de todas as formas. O desenvolvimento pelo qual o Brasil passou nos últimos anos diminuiu a pobreza ao ponto nós observarmos a pobreza daquela país como algo distante de nós. Será que o Haiti não é mais aqui?