terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Alertem todos alarmas, que o homem que eu era voltou!

Caros amigos,

depois de quase dois meses volto a escrever aqui. Perdoem a minha falta de compromisso, pois estou estudando bastante para uma seleção e as minhas turmas demandam muita dedicação. Enfim, hoje pretendo colocar em dia a nossa conversa e escrever sobre alguns assuntos diferentes.

Em primeiro lugar, dei uma olhada hoje num site alagoano que conta o número de homicídios registrados no estado. Só hoje foram 5 (cinco), totalizando no ano 1154 (mil cento e cinquenta e quatro). Algumas pessoas ainda tem medo de visitar o Rio... Até quando aceitaremos isso?

Outro assunto palpitante e que merece análise mais profunda é o da mudança na tributação do IPTU na cidade de São Paulo. Para quem não está acompanhando o noticiário sobre o tema, a prefeitura resolveu ajustar a Planta Genérica de Valores (PGV), aumentando a base de cálculo na cobrança do imposto sobre propriedade territorial urbana. Traduzindo para os leigos em direito, o município resolveu aumentar o IPTU. As repercussões desse aumento ainda são incertas, mas impressiona um município governado pelo Democratas, um partido declaradamente liberal, aumentar valores cobrados por meio de tributos para financiar as atividades prestadas pelo Município. Esse tipo de atitude normalmente é mal vista pela população, que se recusa a retirar parte maior de seus rendimentos para financiar as cidades, sabendo que a classe política mal utiliza os recursos que já estão lá. No entanto a principal fonte de arrecadação dos municípios (quando eles possuem) é o IPTU. E algumas mudanças que foram feitas lá beneficiam sim os mais pobres e aumentam apenas para os que possuem uma condição mínima. Por exemplo, antes os imóveis que valiam mais do que 37 (trinta e sete) mil não precisavam pagar, agora só os que superarem os 70 (setenta) mil é que devem pagar IPTU. A função dos tributos é dupla, por um lado deve financiar os nossos direitos, por outro deve buscar arrecadar mais de quem tem mais. Se as mudanças forem nesse sentido, não há porque levantar barricadas contra isso. Nesse sentido é que o fim da CPMF foi um erro, que o próprio Democratas defendeu...
Claro que ainda não li as modificações legislativas em si, apenas algumas matérias jornalísticas e, portanto, parciais sobre o tema. É preciso que a sociedade paulistana fique de olho apenas na destinação de tais recursos para que eles não acabem nas meias e cuecas por aí.

Abraços a todos!

Um comentário:

Jomery Nery disse...

Basile, fico feliz por sua volta ao mundo dos normais... agora que vc está mais tranquilo e que eu estou férias vamos dar andamento ao nosso artigo... é sempre assim, as coisas verdadeiramente boas passam mais tempo na incubadora para só entçao nascer.

Um abraço, Jomery