quarta-feira, 25 de março de 2009

Ainda o Oscar 2009

Assisti essa semana o filme "O leitor", onde Kate Winslet contracena com um ator desconhecido, mas muito bom, onde é desenvolvida uma história interessante e inteligente. Ainda não tive a oportunidade de assistir "Milk", mas certamente "Quem quer ser um milionário?" não merecia o Oscar de melhor filme. Pode-se afirmar que o Oscar é parcial no sentido de que apenas os filmes americanos ou filiados àquela linha de cinema podem ser vencedores. Mas dentro daqueles indicados ao Oscar, e que portanto preenchem tais requisitos, há outros melhores do que "Quem quer ser um milionário?". Pena que os cinemas de Maceió não prestam, com exceção do CINE SESI, e o filme "Milk" passou apenas uma semana em exposição. Hoje quis mais fazer um desabafo do que um comentário descente...
Abraços!

segunda-feira, 9 de março de 2009

Henfil


Se não houver frutos, valeu a beleza das flores; se não houver flores, valeu a sombra das folhas; se não houver folhas, valeu a intenção da semente.

sexta-feira, 6 de março de 2009

"Graças a Deus estou no rol dos excomungados"

Também queria ser excomungado da igreja católica. Ser excomungado representa a libertação de tudo aquilo que a Igreja tem de ruim. Não sou contra nenhuma religião, mas detesto todos os tipos de igreja e as suas tendências anti-democráticas e retrógradas que são, em grande parte, razão do nosso sub-desenvolvimento cultural.
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Essa frase do título foi pronunciada pela médica diretora do Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (Cisam), Fátima Maia, que dirige a equipe que realizou o aborto na menina de 9 (nove) anos que havia sido estuprada pelo padastro. Ela se diz feliz pelo que aconteceu e afirma que continuará fazendo o que deve ser feito. Sua coragem e a coragem dos médicos que realizaram o procedimento devem ser louvadas pela sociedade brasileira como exemplo a ser seguido.
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Os bispos e padres não tem o poder que possuiam antes, mais uma vez, graças a deus, porque este caso seria resolvido tempos atrás com a morte na fogueira. Mas, como nada mais podem fazer, excomungam aqueles que não seguem suas diretrizes, nada mais justo.
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Outra notícia, essa da globo.com ressalta que o médico Rivaldo Albuquerque, que participou do atendimento, já havia sido excomungado antes, por participar desse núcleo que assiste a mulheres sofre violência sexual. Parece-me que a Igreja Católica anda realmente muito preocupada com aqueles que fiscalizam e atendem os que sofrem violências sexuais, quando na verdade deveriam se preocupar mais com os que praticam tais violências, inclusive por membros de sua própria instituição.
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A questão é muito séria e não podemos ficar inertes como se o Estado ainda dependesse das deliberações de uma igreja. Quero deixar claro, mais uma vez, que não estou aqui ofendendo a crença de ninguém, mas questionando as decisões de uma instituição como outra qualquer.
As citações foram retiradas das páginas: http://noticias.uol.com.br/ultnot/agencia/2009/
03/06/ult4469u38390.jhtm
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quarta-feira, 4 de março de 2009

Collor vence Ideli e ganha comissão do Senado

E o senado ainda fala em moralização...
"O senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL) venceu nesta quarta-feira a queda-de-braço com a senadora Ideli Salvatti (PT-SC) pela presidência da Comissão de Infraestrutura do Senado. Collor foi eleito com 13 votos contra dez recebidos por Ideli, numa disputa que dividiu aliados do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) e o grupo de Ideli.
Renan conseguiu emplacar Collor na comissão depois que o PMDB prometeu o cargo ao PTB durante a campanha do senador José Sarney (PMDB-AP) à presidência do Senado. O líder do PMDB escalou aliados para integrar a comissão de última hora, com o objetivo de garantir votos para Collor. O líder peemedebista substituiu os senadores Romero Jucá (PMDB-RR) e Valdir Raupp (PMDB-RO) por aliados considerados mais "fiéis" ao peemedebista, como Wellington Salgado e Almeida Lima (PMDB-SE).
A eleição de Collor quebra uma tradição firmada no Senado para a divisão das presidências das comissões permanentes. Os partidos têm como hábito ceder os comandos das comissões aos partidos que reúnem as maiores bancadas da Casa. Os maiores vão escolhendo as comissões que lhe interessam, cumprindo a regra da proporcionalidade.
O PTB reconheceu que não tem tamanho para emplacar o presidente da comissão --mas cobrou a oferta de aliados de Sarney que, em troca do apoio dos petebistas à candidatura do PMDB para a presidência do Senado, ofereceram o comando de uma das comissões permanentes da Casa.
"O PMDB assumiu um compromisso com os quais não pode abrir mão. O nosso regimento fala em proporcionalidade apenas para os membros da comissão, mas não para esta disputa. O PMDB não tem como abrir mão de um compromisso previamente assumido", disse Renan.
Polêmica
Inicialmente, os petebistas cobravam a presidência da CRE (Comissão de Relações Exteriores), que será presidida pelo senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG). Diante da disposição dos tucanos em derrubar, no voto, a escolha de Collor para o cargo, o PTB mudou o foco e escolheu a Comissão de Infraestrutura.
A mudança irritou os petistas, que esperavam emplacar Ideli no cargo para lhe conceder visibilidade diante da possibilidade dela disputar o governo de Santa Catarina em 2010 --uma vez que a Comissão de Infraestrutura tem poderes para analisar a maioria dos projetos governistas para o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
Mal-estar
A sessão que definiu a escolha de Collor foi marcada por bate-boca e troca de ofensas entre os aliados de Ideli e do petebista. Em seu discurso à comissão, Collor disse que tem o "maior respeito" por Ideli, a quem considera uma "senadora que congrega, reúne, cisca para dentro". As palavras de Collor provocaram um mal-estar entre os aliados de Ideli, que ficaram irritados com o fato do senador afirmar que a petista "cisca para dentro".
O senador Aloizio Mercadante (PT-SP) cobrou uma retratação de Collor ao afirmar "ciscar" não faz parte do "histórico" de Ideli --numa referência indireta ao ato praticado por aves.
Collor disse que não teve a intenção de ofendê-la, mas decidiu retirar a expressão para minimizar o mal estar na comissão.
Mercadante bateu boca com o senador Wellington Salgado (PMDB-MG), que ficou irritado com o fato do petista ter se dirigido a ele como "você" --e não "Vossa Excelência", como é praxe da Casa".