sexta-feira, 17 de outubro de 2008


"A maioria dos documentários sobre Che Guevara explora a verdade por trás do mito do guerrilheiro argentino. Personal Che busca o mito que se impõe sobre a verdade. Em sete histórias que se entrelaçam, vemos como Che virou um santo milagreiro na Bolívia, um herói em Cuba, um ídolo para neonazistas alemães, o tema de uma ópera-rock no Líbano, a origem da força de um rebelde em Hong Kong, um produto – e também um terrorista – nos Estados Unidos".

Um blog sobre o filme começa com essa descrição bem resumida sobre o que foi mostrado.

Assisti ontem a esse filme extremamente interessante, que não tanto da figura real do Che Guevara, mas de como a imagem fotografada pelo Alberto Korda se transformou num ícone pop, nazista, comunista, socialista, terrorista e cult. Como isso é possível?

Num comentário ridículo mas marcante, um artista comenta no filme que Che Guevara teria feito mais como modelo do que como qualquer outra coisa na sua vida. Embora descabida a afirmação, é verdade que a imagem de che não corresponde mais ao que ele efetivamente realizou, tendo apenas uma ligação de origem, não mais de íntima conexão. No sentido de que não é preciso pensar como ele para que se utilize da imagem de rebelde que aquela foto passa.

É engraçado também como nos EUA ele é visto pela população comum como um terrorista, e as pessoas que o admiram como ignorantes. Não que eu pudesse imaginar que fosse outro o pensamento. De qualquer forma, eu sei que nem todos nos EUA pensam assim, mas o filme trata justamente dessa dualidade de sentimentos pelo personagem Che.
Enfim, é um filme que vale a pena ser visto por comunistas e capitalistas.

3 comentários:

ceciliaufal disse...

Assisti ao filme e o que achei mais interessante foi perceber como tantas pessoas tão diferentes conseguem se identificar com o Che e de modo tão diverso.
O fato de ter encontrado no cinema conhecidos que pensam tão diferente de mim mas que, como eu, se identificam com o Che, foi no mínimo engraçado.

Claudemir disse...

Ainda não assisti ao filme, mas vale lembrar que, das tantas facetas que os povos da América do Sul deram ao "Che", uma delas, talvez a mais "transcendental", seja a que a população da região da Bolívia onde o corpo dele foi encontrado atribuiu. Lá, Che Guevara é venerado como santo. Isso foi mostrado, de certa forma, naquele outro filme sobre ele, o "Diários de Motocicleta", também bastante interessante. Assistirei esse também para ver em que perfil dos apresentados no texto me enquadrarei.

Basile disse...

O filme também mostra essa visão que você menciona, Claudemir.

Obrigado pelo comentário!